O músico Rafique Nasser encarou um novo desafio: compor e produzir o EP do curta "A vida é pra valer".
O filme "A vida é pra valer" é baseado na música "Marvin" do grupo Titãs, no qual no curta, o diretor Marvin Pereira conta a história de Cristóvão, adolescente que precisa assumir as responsabilidades dos seus pais e arcar com as dívidas deixadas por seu pai Antônio ao carrasco Seu Adolfo. Com uma linguagem que flerta entre o lúdico e o realismo fantástico o curta traz referências do novelismo rural.
O EP "A vida é pra valer" nos remete ao sertão e a esperança, nos faz sentir conectados e envolvidos com as canções, como o próprio Rafique diz: "canções vestidas de couro, calça de tergal sujas pelo fazer da agricultura, pés marcados e engendrados no barro lavrado, olhos tristes e confidentes com a fé de que a andança e labuta são as esperanças!"
O EP conta com três canções autorais: "A vida é pra valer", "Nessa terra" e "Descansem os corpos".
"De primeiro instante, pensei que ele (Marvin) só quisesse mesmo "Nessa Terra" - uma canção minha que integra o disco "Arado", de 2017 - e, eu estava doido por mostrar algo que tinha feito que estava no baú da memória. Daí, ressuscitei uma que chamava "Templo Terra"... Uma canção que busca dialogar muito não só com o sertão, o campo, mas, também, com outros povos que sofrem as agruras de terem suas sobrevivências arriscadas pela ganância do latifúndio expropriador." explica Rafique.
A música "Templo Terra" é hoje 'Descansem os Corpos'. " Um louvor aos guerreiros que, no front, perdem suas vidas pela garantia do direito de acesso a terra e às suas próprias existências - e foi gravado, digamos assim, nas frequências de enxadas, no bater de chão, sem muitos polimentos, somente ao violão cujas cordas estão desgastadas pelo tempo, mas, pelo número de canções tocadas e encantadas, criou raízes fortes. Cordas de raízes profundas." conta o músico.
A última faixa do EP, "A Vida É pra Valer" foi feita exclusivamente pro filme, "como é possível imaginar, sua poética e sua melodia busca estreitar os laços entre o que se vê e o que se ouve. É uma carta do personagem principal ao seu pai - Pessoas cujas trajetórias vocês poderão assistir. Foi de mesma maneira, registrada com muita preocupação estética em não mexer muito na qualidade orgânica. Sem efeitos, sem meximentos e arrumações.
O curta "A vida é pra valer", foi realizado por Marvin Pereira, que também trabalhou como diretor, roteirista, diretor de arte e montador do curta.
Marvin Pereira graduado em cinema e áudio visual pela UFRB- Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, e já possui uma alguns trabalhos no currículo, pois atuou como assistente de direção no curta "Sobre o Tempo" (2018), foi diretor, roteirista, figurinista e diretor de arte do curta “Banana” (2017), diretor e montador do curta experimental "marvin.gif" (2017) exibido em mostras e festivais do Brasil, México, Peru e Estados Unidos, produtor do documentário "CorpoStyleDanceMachine" (2017), editor e finalizador dos clipes "Mina Favelada" - MC Jayne (2017) e "O Tombo É Certo" - MC Tainá (2017), assistente de produção no documentário “Sob o olhar” (2017), produtor no curta-metragem “O Vendedor de Picolé” (2014).
E se você ficou louco para assistir o curta ' A vida é pra valer', fica ligado pois o curta começará suas exibições em 24/08, com sua estreia na cidade de Cachoeira, localizada no recôncavo baiano, onde Marvin cursou a faculdade de cinema.
O curta será exibido no Cine Theatro Cachoeirano na cidade de Cachoeira - BA, na sequência o filme será exibido nas cidades de Conceição da Feira e Muritiba cidades em que ele foi rodado.
Para mais informações acompanhe Marvin Pereira: Instagram Facebook Site oficial
Nome do cenário independente carioca, a Atom Pop lança o
primeiro álbum da carreira. Em 10 faixas, o trabalho homônimo mistura o som dos
sintetizadores com o rock n’ roll da cena atual e de décadas memoráveis da
música. “Atom Pop” está disponível em todas as plataformas de streaming.
A banda lança o registro depois de um longo período
experimentando sons, buscando referências e aprendendo a gravar, arranjar e
mixar. De forma independente, a Atom Pop criou todo o material, levando as
influências do experimentalismo e psicodelia a um novo patamar. As músicas,
algumas compostas ao longo de cinco anos, expressam os cotidianos e
personalidades dos integrantes, trazendo em cada faixa suas referências
musicais.
AtomPop é uma banda independente carioca com influência nas
décadas de 60, 70 e 80. Formada pelos músicos Alex Assis (bateria e samples),
Bruno Pierantoni (vocais, sintetizadores e guitarra), Eduardo Bellon (vocais e
guitarra) e Leonardo Maciel (vocais e baixo), o grupo contagia com a sonoridade
saudosista e ao mesmo tempo moderna e hipnotizante.
Faixa a faixa:
1. Synthpop Memories
Bruno: Foi a primeira vez que usamos o icrokrg como o ponto
de partida para composição de uma música, algo que veio a se tornar muito comum
dali pra frente. Ela tem vários timbres de sintetizador, todos tirados do mesmo
instrumento e que na verdade eram experimentações da gama de possibilidades que
aquele sintetizador oferecia. A Synthpop tem uma energia própria. Uma moral e
um respeito que só ela tem, tipo um senhor de idade. O andamento meio lento faz
com que o ouvinte entre na vibe dela e entenda a mensagem que ela passa de uma
forma muito mais estética e sonora do que lírica.
2. I Want It All (To Be Just Like I Dreamed)
Bruno: Essa música foi uma das últimas a serem compostas
para esse disco. Ela surgiu do fato de que no geral o andamento das nossas
composições é meio lento e queríamos fazer algo diferente dessa vez. Soltamos
um beat um pouco mais rápido, subdividimos as trocas de acordes e ela foi
aparecendo. Nunca foi a nossa intenção fazer uma música com pegada anos 80, mas
pelo visto é isso que acontece quando a gente tenta acelerar a nossa vibe
synthpop-rock chapante. O refrão é bem interessante porque a grande diferença
dele é o coro em falsete. Adotar características do Pop chiclete tocadas da
nossa maneira sempre foi algo que a gente apreciou, então conseguir inserir
esse "grude" na música, mantendo toda a alma da composição acabou
sendo uma das coisas que a gente mais gostou no resultado final.
3. Nothing Comes Easy
Bruno: Uma vez vi uma entrevista onde o John Frusciante
(Ex-Red Hot Chili Peppers) dizia que as músicas já existem no mundo e o
trabalho de um compositor é só rearranjar os sons que aparecem na cabeça e
torná-los realidade. Essa música foi isso desde o começo. Quando ela surgiu na
minha cabeça, o ritmo e os acordes já estavam lá. Assim que toquei os acordes,
o riff principal simplesmente veio, e assim que terminei o riff parecia óbvio
ir para o refrão do jeito que ele é. Tão óbvio que durante um tempo eu relutei
em aceitar o refrão por achá-lo pop/clichê demais. Sorte que, quando eu mostrei
o refrão que eu pretendia evitar pro Eduardo, ele me incentivou a mantê-lo do
jeito que é. Hoje em dia é muito legal ver a aceitação que essa música tem com
o público e já ouvimos muitos comentários sobre como dá vontade de cantar junto
o refrão. Santo Eduardo!
4. Come On!
Eduardo: Essa aqui também é uma das mais recentes. O riff
surgiu primeiro, abrindo espaço pra letra-melodia mais simples do álbum.
Confesso não saber o que fazer quando ela surgiu, afinal eu nunca tinha ouvido
um riff de hard rock 70s numa música com estética 80s. Mas minha relutância foi
logo embora, pois todos os outros gostaram da canção, que fala sobre a minha
Vênus em Áries (risos).
foto: Alex Assis
5. Atmosphere
Bruno: Em 2013-2014, quando essa música foi criada, a Atom
Pop era bem mais rock que hoje em dia. Por isso, durante muito tempo, por ter
uma vibe bem mais synthwave-chill, ela fez parte de um projeto pessoal meu. Com
o tempo, os dois projetos acabaram se tornando uma coisa só e ela migrou para a
banda. A letra trata dessa zona (a atmosfera) que o compositor se coloca para
buscar suas inspirações. Reza a lenda que a versão original (2014) da música
ainda está perdida pelo Youtube.
6. Way Home
Eduardo: Nasceu de uma frase composta no teclado que eu
resolvi cantar exatamente igual. A letra é uma meditação guiada pra uma pessoa
que sempre buscou a felicidade duradoura do lado de fora, mas sem obter
sucesso. O que eu chamo de 'casa' (home) é o estado de pura presença que, pra
mim, está no background de todas as coisas, moldando eventos em prol da nossa
evolução/harmonização pessoal. Assim, tudo que acontece nas nossas vidas
conspira pra voltarmos pra ele, numa jornada interna que é refletida do lado de
fora na busca pelo nosso propósito mais sincero (nossos "sonhos",
seja lá quais forem eles).
7. Seaside Waltz
Bruno: Um dia, eu e Eduardo estávamos na praia e de repente
surgiu uma bailarina ensaiando os passos de uma dança na beira do mar. Ela dançava
muito bem, era fim de tarde, uma visão muito bonita. No fim daquela noite,
comecei a experimentar ritmos de valsa no violão e a melodia surgiu acompanhada
de uma letra inspirada na bailarina que tínhamos visto. Essa melodia, por
sinal, é a que eu mais gosto de todo o disco.
CAPA DO DISCO
8. Colors of Creation
Bruno: Essa é uma das músicas que a gente mais gosta de
tocar ao vivo. A intenção inicial era que ela tivesse uma onda meio The Doors,
mas no final acabou não ficando muito assim. A canção na verdade é um convite
pro ouvinte prestar um pouco mais atenção nos sentidos e na beleza da vida.
9. In Your Mind
Bruno: Talvez uma sequela profunda deixada pelo Black
Sabbath nas nossas vidas explique essa música. A verdade é que além de toda a
nossa vibe synthpop/chillwave a gente cresceu ouvindo rock. Bandas como Led,
Sabbath e Deep Purple sempre estiveram presentes nas coisas que a gente ouvia.
Pelo visto isso se manifestou nessa música. Ela é crua, sem firulas, com um
riff pesado e uma estrutura bem rock n' roll.
10. Last Bus Home
Bruno: O dedilhado inicial foi o que originou essa música.
Na época, acho que ouvíamos muito Beatles e essa estética psicodélica indiana
era algo que queríamos colocar no nosso som de alguma forma, daí veio a ideia
de pôr as tablas que fazem a percussão na primeira metade da música. Não é à
toa que a gente se refere a ela como "Indiana" dentro da banda.
Mostrando cada vez mais a sua versatilidade musical, a banda cearense Projeto Rivera lançou na última quinta (19) seu novo single "Bonde da Luz". Utilizando da nostalgia a seu favor, a música bebe da fonte do funk melody, subgênero que se tornou famoso nos anos 90.
Junto com a música distribuída nas principais plataformas de streaming, como Spotify, Deezer, iMusic e Google Play, a banda lançou o clipe oficial no Youtube. O Clipe foi inteiramente produzido pela câmera de uma celular de forma independente e pelos próprios membros da banda e com a ajuda de Davi Caliope, irmão do vocalista.
Vejam o clipe abaixo:
"Bonde da Luz" foi composta pelo vocalista Victor Caliope e completamente produzida, mixada e masterizada no próprio estúdio da banda, pelo baterista e produtor musical, Matheus Brasil. E pra quem já está querendo música nova, pode ficar ligado, afinal a banda já prometeu "lançamentos de singles mais constantes se não mensais.".
Terminando a era "Tell Me You Love Me" muito mais cedo do que esperávamos a cantora Demi Lovato acabou de lançar nessa quinta (21) o que pode ser o primeiro single de um novo disco. Intitulada "Sober", a faixa já se encontra nos principais serviços de stream e trata-se de uma balada emocional sobre sua vida pessoal, relação com a sobriedade e seus fãs.
A cena do rap vem se modificando cada vez mais, há algum tempo notamos mulheres, gays, drags e quem mais tiver afim dentro e fora dos rótulos sociais dando as caras e conquistando seu espaço em um cenário que por muito tempo foi majoritariamente dominado por homens heteronormativos que direta ou indiretamente bloqueavam todo e qualquer tipo de diversidade dentro do gênero. Nomes como Flora Matos, Rico Dalasam , Gloria Groove, Ojay Morgan e Amanda NegraSim batalharam durante muito tempo para romper com as barreiras que encontraram durante o inicio de suas carreiras. Seguindo pelo mesmo caminha de resistência e perseverança a galera da "Quebrada Queer" vem roubando a cena, chutando o pau da barraca, e se vocês me permitem o trocadilho, quebrando todo e qualquer bloqueio que tentam lhes calar.
Trazendo luta e força na letra das musicas, o primeiro grupo de rap gay é formado por cinco (5) amigos de São Paulo - Guigo, Tchelo Gomez, Murillo Zyess, Lucas Boombeat e Harlley - que de forma independente contam uma pouco de suas vivências acompanhados por um instrumental impecável do Vibox. E para surgir com tudo e mostrando para que veio, essa galera cheia de representatividade, chegou na última segunda-feira (04/06) comum clipe intenso dirigido por Vinicius Lima. Sem mais, curtam esse som incrível da "Quebrada Queer"
A madrugada dessa sexta-feira (08/06) começou animada para os fãs da banda carioca Melim, que lançaram seu primeiro álbum de estúdio.
O álbum que leva o nome da banda, contém 16 músicas que passeiam pelo reggae, surf music e folk , onde os irmãos, Diogo, Rodrigo e Gabi, mostram uma qualidade musical e composições apaixonantes, que nos faz não querer que o disco chegue ao fim.
O primeiro disco da Melim, produzido pela Universal Music, conta com as canções " Peça Felicidade", "Avião de Papel", que foram apresentadas no programa Super Star, da Rede Globo, onde a banda se tornou conhecida, além de novas versões de músicas já conhecidas pelos fãs.
O disco com inspirações no reggae, pop, MPB e conta com músicas inéditas, que mantém a identidade da banda.
Ouça:
Junto com o disco, a banda lançou o clipe do novo single, "Ouvi Dizer". Com muito humor e cores, os irmãos demonstram a cumplicidade que cativaram os fãs.
Assista:
Os cantores Vitor Kley e Bruno Martini acabam de lançar o
single 'Morena', com direção artísica de Rick Bonadio. A parceria quebra
um estigma mais antigo ainda – de que música orgânica e eletrônica eram como
água e óleo: você poderia até tentar, mas não conseguiria um resultado
homogêneo.
Com a voz, violão e melodia, Vitor Kley explodiu e somente o
clipe de seu maior sucesso, “O Sol”, bate em 32 milhões de visualizações no
YouTube. Ou seja, música boa em seu formato mais simples.
Com o bom gosto harmônico no universo eletrônico e talento
na pilotagem da mesa, Bruno Martini deve estar batendo enquanto você lê este
texto no meio bilhão de streams no Spotify. Música boa em seu formato mais
digital.
O produtor Rick Bonadio, que fez a direção artística de
“Morena” e toca baixo na canção, e o músico e diretor de marketing Helio Leite
sentiram que daria liga e os apresentaram.
Eles se deram bem de cara, foram para o estúdio e iam gravar
uma canção quando Vitor começou a levar “Morena” no violão, baseada numa
história real.
“Caraca, essa música é demais. Tem que ser essa”, falou
Bruno ao ouvi-la. “It’s amazing”, concordou o produtor gringo que o
acompanhava, mesmo sem entender a letra.
“E a gente se deu bem mesmo. Rolou aquela energia boa desde
o primeiro segundo”, diz Vitor. “Tanto que de parceiros viramos amigos de
balada”, brinca Bruno.
A combinação deu tanta liga que nem se percebe os universos
eletrônico e orgânico em mescla. Um beat em loop abre em sincronia com o violão
de Vitor, “Ela riu do meu cabelo/Ela é menina da Zona Sul/Ela é sol, é verão, é
poema, é canção/Que alegra meu coração (...)”, em levada que tanto pode ser
ouvida na praia quanto na balada. Ou em qualquer lugar que imaginar entre os
dois ambientes.
“(‘Morena’) Foi uma união de forças. Nós dois gostamos de
música boa, sem preconceitos. Ele trouxe um lance mais gringo, eu coloquei meu
violão e voz, unimos os dois mundos. Fora que ele é um baita produtor, grava
com os melhores, tipo Timbaland. É um geniozinho”, se diverte Vitor.
E qual é a expectativa para essa união dentro desse ritmo de
tamanho sucesso pelo qual os dois passam?
“A vida não erra. Tudo acontece no seu tempo, e acontece o
que tiver que acontecer. Somos apenas instrumentos de passagem (da música). O
povo é que decide”, filosofa Vitor.
“Que assim seja, amém”, como canta ele em “O Sol”.
Depois de lançar 4 EP's, ter canções que não saem das
paradas de rádio, clipes com milhões de
visualizações, Kell Smith se prepara para um novo desafio: apresentar
ao público seu novo trabalho, o CD “Girassol”.
Com 14 músicas, a cantora retrata sua força, sua energia e
sua técnica num álbum maduro e harmônico, que segue uma
linha rítmica que conquista o ouvinte de uma forma, que
nem percebemos o quão embalados estamos com a história do disco.
Conversamos com Kell Smith sobre o seu novo disco
e você pode conhecer um pouco mais sobre esse novo trabalho aqui:
BANG3- Existe uma
diversidade rítmica em suas canções, ao mesmo tempo em que você é direta e
incisiva como em "Bem mais que um refrão" você é doce e romântica
como em " Nossa Conversa" , como você consegue conciliar essa
diferença sem perder sua identidade presente em todas as canções?
KELL SMITH- Existe
mesmo essa diversidade, e essa diversidade existe porque como
compositora, o meu maior objeto de inspiração, digo objeto no bom sentido e não
no literal, a minha fonte de inspiração é observar as pessoas. Então eu
componho muito sobre o outro, independente de eu ser pertencente a história que
eu estou escrevendo, como em "Bem Mais Que Um Refrão", eu sou uma
dessas mulheres, e como em "Nossa Conversa", sim eu vivo um amor como
esse, mas é sempre da observação do outro. E nós nunca somos a mesma
pessoa todos os dias, nós não estamos felizes todos os dias e nem românticos
todos os dias e nem incisivos dessa forma todos os dia, então eu acredito que
essa diversidade deva ser ao fato de eu compor sobre pessoas reais, sentimentos
reais, situações reais e o mundo real, e assim num momento você sente algo, num
outro momento você sente um outro algo.
Capa do disco
BANG3- Antes de
lançar seu primeiro disco, você conquistou a internet com alguns EP's, seriam
esses EP's uma forma de preparação do público para o grande trabalho que estava
por vim?
KELL SMITH: Sim,
até porque a minha carreira começou junto com os meus EP's, eu não sou a Kell
Smith desde sempre, eu sou porque sou a compositora de todas as músicas desde
que nasci, mas não sou a Kell Smith artista desde sempre, eu estou no mundo da
música a 4 anos, então foi uma maneira de me apresentar ao público e de
apresentar a Kell Smith a mim mesmo, para que eu pudesse me construir da melhor
forma e me reconstruir a cada EP da melhor forma, tem também a questão da
ansiedade de soltar a música, de saber o que o que o público acha e também da
ansiedade de dizer logo as mensagens, porque eu acredito que cada música que eu
tenha composto, essas músicas ela tem mensagens necessárias, então vem disso.
Não é uma estratégia nem uma preparação, é mais uma questão de auto
conhecimento, de conhecer o que o meu público pensa sobre mim e de conhecer
sobre o que eu penso sobre a minha música.
“Girassol” é a prova física de uma declaração de amor de
Kell à arte, além de uma prova de rebeldia, aquele componente que faz toda a
diferença em distinguir aqueles que no universo musical tem algo (mais) a dizer
além do marasmo morno que tende a dominar a cena.
São cinco músicas inéditas e o trabalho é completo pelas
músicas que elevaram Kell em um ano ao primeiro escalão dos artistas
brasileiros. Ao topo. E isso não é para ser levado como acaso.
BANG3-
"Girassol" conta com cinco músicas inéditas e as demais já são
conhecidas pelo seu público, como foi feita a escolha das canções que iriam
compor o disco?
KELL SMITH: É
uma loucura (risos). Eu componho se deixar todos os dias, então esse filtro é o
Rick (Rick Bonadio produtor musical) que é o mais responsável por esse filtro
do que eu com certeza. Eu vou mostrando as músicas e ele vai ficando cada vez
mais confuso, porque nós temos uma relação musical muito boa, além da nossa
amizade e a nossa relação pessoal que também é incrível. E então eu vou
mostrando as músicas e nos não eliminamos músicas, nós fizemos "Esse daqui
para o primeiro CD, as próximas para o próximo CD" e assim eu vou deixando
a situação dele cada vez mais difícil compondo cade vez mais.
BANG3- O QUE O DISCO
"GIRASSOL" REPRESENTA PARA VOCÊ?
KELL SMITH: O disco
Girassol representa para mim o respeito pela história da música. Os meus
ídolos, as minhas referências músicas compunham o álbum, como um
livro eles não davam o começo do livro e esquecia de contar o final dele. O
álbum representa a materialização de tudo aquilo que é a minha arte. Como ter
algo palpável para dizer, eu faço parte dessa história também e assim me sinto
como uma cantora de rádio não só por ter "Era Uma Vez" e "Nossa
Conversa" já terem conquistado as rádio, mas pelo compromisso com a arte
que eu tenho, não é uma maneira de entretenimento e nem um negócio simplesmente
lucrativo, é uma maneira de oferecer uma arte completa para as pessoas e
esse álbum significa isso para mim.
As melodias podem variar entre guitarra e teclado vintage, arranjos de metais, como em “Ai de Mim”, ou em baladas charmosas cheias de camadas de efeitos levadas em piano e violão, como duas outras inéditas, “Capuccino” e “Respira Amor”. Atingem também o Hip Hop puro, em métrica vocal de rap em “Marcianos”, a quinta inédita.
Como também podem ficar no pedal steel da quase ska “Diferentão”, nas igualmente levadas em violão, piano e vocal sublime “Maktub” e “Nossa Conversa”. Pode ser uma MPB pop solar na linha de “Sete Galáxias” ou uma mistura de R’n’B, Soul, Jazz, Hip Hop em “Coloridos”.
BANG3- QUAL MÚSICA VOCÊ ESTÁ MAIS ANSIOSA PARA QUE OS FÃS OUÇAM? PORQUE?
KELL SMITH: Vixe... Huuuum... Acho que todas as inéditas (risos) Mas eu quero muito que as pessoas ouçam a mensagem de "Girassol" porque eu acredito que ela fala sobre escolhas e sobre boas escolhas e nesse momento tão conturbado da nossa vida, não só brasileira, mas de como está conturbado as nossas escolhas no mundo, eu acredito que seja uma música essencial.
BANG3- MESMO SENDO
LANÇADA EM 2017 O SINGLE "ERA UMA VEZ" AINDA VEM FIGURANDO ENTRE
AS PRINCIPAIS LISTAS DE MAIS VENDIDOS E ESCUTADOS NO BRASIL? AO QUE
VOCÊ DEVE TODO ESSE SUCESSO?
KELL SMITH: Eu
acredito que "Era Uma Vez" deve este sucesso pela simplicidade e
verdade da música. Sabe? É uma música que eu faço uma conexão com qualquer
pessoa que me ouve, porque qualquer pessoa que me ouve sente a mesma coisa que
a mensagem da música diz. Então o sucesso da música eu atribuo a mensagem dela
e quão ela é comum a todos nós. Isso nos une e tudo que nos une tem uma
propagação muito grande. A música "Era Uma Vez" é uma música como
todas as outras que eu faço que carrega toda a minha verdade, então dizer a
verdade as pessoas e saber que também é a verdade da vida delas é muito
honroso, é motivo de muita gratidão, eu tenho certeza que esse fator que nos
une, dessa mensagem é o que ocasionou tudo isso que "Era Uma Vez" causou
na minha vida.
A ascensão foi quase estratosférica. “Era uma Vez” virou a
canção mais ouvida do país, “Respeita as Mina” se tornou hino, pois a mensagem
que Kell lançava não se restringia ao talento absurdo depurado em parceria com
o produtor e diretor artístico Rick Bonadio mas também nos textos que fazem
dela a maior cronista do cotidiano e de relacionamentos que temos hoje.
BANG3- EM "RESPEITA AS MINAS" E "BEM MAIS QUE
UM REFRÃO" VOCÊ RETRATA A LUTA DIÁRIA ENFRENTADA PELAS MULHERES NA NOSSA
SOCIEDADE. COMO VOCÊ VÊ A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA AO TRAZER EM DISCUSSÃO ASSUNTOS
TÃO SÉRIOS E INDISPENSÁVEIS?
KELL SMITH: Eu vejo esse assunto, como também outros
assuntos tão sérios quanto este que eu trato nas minhas músicas, inclusive uma
dessas novas. Eu vejo como assuntos necessários, essenciais, nós precisamos
conversar sobre isso. A ignorância e o desrespeito só é combatido com
conhecimento. Então eu acredito que seja extremamente necessário, nós
precisamos falar de coisas relevantes nas nossas músicas, eu digo como
compositora e como artista, nós precisamos falar de coisas relevantes. O
artista, nós precisamos falar de coisas relevantes. O artista não pode ser
imparcial com o que está acontecendo em volta e no mundo. Na realidade como
Nina Simone disse: "O artista é a representação do que acontece no seu
tempo". Então não tem como eu falar simplesmente de amor, sabendo que o
mundo está feio dessa forma.
"Girassol" recebe o selo Midas Music e foi produzido por Rick Bonadio, Fernando Prado e Renato Patriarca.
Confira outra entrevista da Kell Smith com o Bang3: Kell Smith fala sobre inspirações: 'Eu me inspiro em coisas reais, sentimentos reais'
Ouça o disco:
Drik Barbosa acaba de lançar o segundo clipe de seu EP,
"Espelho" (Laboratório Fantasma). A faixa “Inconsequente” ganhou um
vídeo leve e romântico, bem em sintonia com o clima da música. "Queria
muito ter uma canção que falasse de amor no EP e escolhi essa, que gosto muito
e já tinha composto há um tempo ", conta ela.
Dirigido por Adilson MP e Ana Carolina Basilio, o
clipe foi gravado explorando a luz natural do dia, com cores e nuances claras,
num clima feliz, e mostra Drik no papel da garota que encontra um amor depois
de ter passado por algumas decepções.
O primeiro EP de Drik Barbosa já traz toda a força do canto,
da palavra e do ritmo dessa jovem paulistana de 25 anos. Cantora, compositora e
integrante do coletivo Rimas & Melodias, ela compôs 5 músicas que expressam
bem sua personalidade, tanto que batizou o EP de "Espelho".
A sonoridade de “Espelho” transita entre rap e R&B. A direção
musical é assinada por Grou, produtor e beatmaker, que já trabalhou com
Emicida, Kamau, Criolo e Rimas & Melodias, entre outros e produziu 4 faixas
do EP. O primeiro single, "Melanina", foi produzido por
Deryck Cabrera, também beatmaker, que tem no currículo trabalhos com Criolo,
Jay Prince, Don L. e outros.
Como prometido, Pabllo Vittar lança o clipe de "Indestrutível" para fechar esse ciclo em sua carreira. O single
mais intimista e singelo do disco “Vai Passar Mal” expressa a força e a coragem
de continuar firme em meio aos preconceitos e violências que a classe LGBTQ+ enfrenta
diariamente em suas vidas.
O clipe que tem direção de Bruno Ilogti
traz essa ideia de resistência para a cena, mostrando um adolescente que sofre
homofobia e bullying diariamente na escola, intercalado com cenas da Pabllo que
constrói uma performance visceral e emocionante. Elaborado como um clipe panfleto,
se utilizando da estética de filmes noir (preto e branco) para reforçar a carga dramática na
cena, a trama também aborda a questão da representatividade que muitos jovens
encontram na cantora e performance Pabllo Vittar.
Trazendo toques de lambada e
fortes referências ao Pará, Aretuza Lovi lança seu segundo single após assinar
com a Sony Music, em dezembro de 2017. “Arrependida” tem participação da Solange
Almeida uma das maiores cantoras de forró da atualidade, e já chegou com um
clipe recheado de sensualidade e elementos tropicais brasileiros, com direção
de João Monteiro e Fernando Moraes (Os Primos).
De acordo com a cantora, “Arrependida”
foi uma das primeiras músicas do álbum e é uma canção de grande importância para
ela. “É uma música bem tropical que explora ritmos brasileiros. Quando pensei
em participação, pensei logo na Sol, porque ela faz parte da minha história, é
uma pessoa muito querida que sempre acreditou muito no meu trabalho.” Conta Aretuza.
"Arrependida" é o segundo single do
álbum de estreia de Aretuza, “Mercadinho”, que chegará em breve às plataformas
digitais.
O cantor e compositor Jonavo, vem se destacando no cenário
cultural paulistano, através do seu envolvimento com o folk.
Idealizador do festival "Folk+ Brasil", o cantor acaba
de lançar seu segundo álbum de estúdio, produzido pelo baterista e produtor
Wlajones Carvalho no Estúdio Pacote, o disco conta com dez canções.
'Casulo" é um disco que conta a história de Jonavo, sobre sua vinda para São Paulo e sua relação com a música, um disco gostoso de ouvir, reflexivo e inspirador.
Jonavo conversou com o Bang3 e contou um pouco sobre sua experiência na música, os desafios e conquistas, além de falar sobre o novo trabalho. Confira:
Foto: Silvia Sanchez
Bang3-Sua mudança para São Paulo foi muito importante para
seu crescimento musical. Como isso pode ser percebido no disco?
Jonavo- Acho que apesar das canções desse álbum
serem pra frente e solares há uma porção de cicatrizes aparentes e escondidas
entre essas faixas. Talvez a dificuldade que eu encontrei e a garra que eu tive
me fizeram amadurecer e encontrar ainda mais a minha identidade. Acho que isso
é visível no álbum. Bang3- Como idealizador do festival " Folk +
Brasil" como você define o cenário folk nacional?
Jonavo- Trata-se de um reconhecimento dessa palavra,
uma apropriação que a galera ta enxergando agora, mas que sempre esteve por
aqui. Hoje existe uma tendencia desse estilo de musica mais minimalista, então
tem muita gente boa surgindo. O que é ótimo! Bang3-O disco " Casulo" conta com a participação
de Renato Teixeira, Corcel, Lauro Pirata e Maria Eugênia, qual a importância
dessas parcerias para a construção do disco?
Jonavo-Acho que simbolizam fases importantes que passei aqui
e que me fizeram caminhar. Uma andorinha só não faz verão, então me juntei a
muita gente aqui em são Paulo pra fazer as coisas acontecerem . Essas
participações representam tudo isso.
Foto: Silvia Sanchez
Bang3- Qual
sua música favorita do disco?
Jonavo-CASULO Bang3- Qual
a importância do "Folk na Kombi" para o álbum "
Casulo"?
Jonavo- Somos
uma familia. Quando o irmão vai trabalhar fora todos torcem por ele, então o
FNK é uma casa de mãe. Estamos sempre procurando nos ajudar, nossos fãs nos
apoiam também nos projetos solo... O FNK me deu muita coisa boa e sou muito
feliz com esse projeto e com todos os amigos envolvidos. Bang3- "Casulo"
é um disco íntimo e bem produzido, onde conta um pouco sobre sua história, o
que mais te inspira na hora de compor?
Jonavo-Eu tenho
algumas maneiras de escrever não tão convencionais. Nunca busco uma canção. Eu
arrumo a minha vida, me encanto e elas pousam em mim. As vezes numa viagem de
ônibus, ou andando na rua, ou deitado na cama. Mas tudo tem que ser verdadeiro.
Gosto das canções que despertam sensações. Aromas, tatos, libido... não tem
limite!
Bang3- Como
foi a experiência de tocar no Rock In Rio 2017?
Jonavo- Foi
uma experiência louca. Pra ser sincero gostei mais da viagem de motorhome e do
reallity-show que a sky preparou pra gente. Os encontros, as pessoas
envolvidas... Eu toquei olhando o palco mundo e a Ivete tava lá abrindo o Rock
In Rio. Eu pensei "Eu quero aquele"... acho que os grandes palcos me
pertencem, mas eles ainda não sabem. Rs Bang3- Quais
os próximos passos?! Já existem shows ou alguma turnê prevista?
Jonavo-Minha turnê está sendo
desenhada e realizada de forma mochileira. Se der eu vou com a minha banda e a
minha equipe, mas se não der eu também vou com o violão nas costas, de busão,
de carona... O intuito é levar pra mais gente, frequentar novos corações.
Ouça "Casulo":