Reunindo Emicida, seu irmão, o empresário e cantor, Fióti, o DJ e beatmaker
Duh, e as MCs Stefanie, Drik Barbosa, Dory de Oliveira e Souto MC, o single
“Selvagem” traz essa atmosfera opressora e agressiva, traduzida no peso do
instrumental e no refrão, gritado por todos os participantes, traduzindo um
pouco da atmosfera em que todos os artistas precisaram superar seus limites para
encontrar o progresso.
A música, mostrada ao público pela primeira vez durante o
desfile da collab da marca LAB feita para a C&A, realizado dia 19 de julho,
marca o retorno dos irmãos às passarelas, mostrando a importância que a moda
sempre teve e continuará tendo em suas trajetórias.
A faixa reúne um grupo de mulheres talentosas a sua frente,
conduzindo a ideia. Foi a partir da admiração que aconteceu o convite, assim
como a identificação de que todas elas possuíam o espírito da Lab. “A gente
quis compartilhar os olhares que a gente recebe com essas quatro artistas que
achamos fundamentais. O rap nacional precisa dar mais atenção pra essas
mulheres, que estão ascendendo pelo mérito e pelo corre delas, quebrando uma pá
de barreiras e construindo sua história”, explica Emicida.
Gravado no Lab Estúdio, na zona norte de São Paulo, o single
“Selvagem” tem distribuição da Lab Fantasma e está disponível em
todas as plataformas digitais.
A banda Stoyca está de volta com o novo EP “Formas
de Voar”. Inspirado na obra "Modo de voar" do artista espanhol Francisco
Goya (1786-1828), que faz parte da série de gravuras feitas entre 1815 e
1823, Los disparates. Aqui o grupo brasiliense vem discutir a
relativização da verdade, algo que tem se tornado comum nos últimos meses com a
falta de crença no que chamamos de fatos.
“O EP é sobre identificar falhas nas verdades que estão
postas. Estamos numa época de fake news, de debates abrasivos e acusações
sem base, em que se tem ponderado pouco antes de se colocar a
"verdade" para fora. Nisso é muito fácil perder o fio das narrativas
do indivíduo, essas sim preciosas no dia-a-dia. O EP é uma análise de como resgatar
o indivíduo, como trazer a responsabilidade pra si e quais conclusões se tira
acerca do que estamos vendo acontecer”, explica o vocalista da banda Jorge
Verlindo.
O EP “Formas de Voar” é formado por três faixas
que já estão disponíveis para o público em formato ao vivo em vídeos no
Facebook da banda, duas músicas ainda não lançadas farão parte do repertório do
show e serão lançadas em breve.
As três canções “Dédalos”,
“Cópias” e “Aves de Capoeira” traçam um paralelo
com a obra de Goya , pois retratam uma época em que o indivíduo era deixado de
lado e padecia dentro das grandes depressões sociais. Algo que está acontecendo
agora e vemos de perto no Brasil, com políticas e eventos sociais que
beneficiam apenas o lado mais forte da história, sem pensar no todo.
Este é um EP sobre libertação, sobre deixar alguns
ressentimentos de lado e pensar em algo mais amplo. É um EP sobre
responsabilidade. Mas isso não quer dizer que ele precise ter uma sonoridade
agressiva. Jorge Verlindo foi justamente para o lado oposto em “Formas de
Voar”:
“Neste EP busquei referências mais emocionais, como Lhasa de
Sela e Cesária Évora. Também tentei ancorar mais as músicas no Brasil, com um
pouco de Dorival Caymmi e Jards Macalé. A ideia era buscar elementos para
suscitar um clima mais mágico e uma atmosfera mais leve. Como é uma obra sobre
"libertar", a ideia aqui era construir a via para isso”, conta Jorge.
Capa de "Formas de Voar" do artista Tiago Palma
A capa do EP “Formas de voar” foi desenvolvida em parceria
com o artista Tiago Palma, em homenagem à série de gravuras de Francisco
Goya. As 3 canções estão representadas na cena. No canto esquerdo vemos
uma série de pessoas numa espécie de fogueira. Elas estão ali se medindo,
julgando umas às outras, em analogia ao que acontece hoje na vida social, de
maneira cada vez mais presente com o advento das mídias sociais,
especialmente do Instagram.
Já as figuras que estão voando, representam a liberdade
advinda do resgate do indivíduo. Essas "formas" representam a
autonomia para questionar e se posicionar na vida e a responsabilidade que isso
traz.
“Partimos das músicas para desenhar a cena mãe. A canção
‘Dédalos’, representada pelas figuras voando, traz essa o entendimento da
verdade como via de libertação. E aí, a gente tem ‘Cópias’, que é representada
pela cidade ao fundo, já em ruínas, em alusão à degradação das cidades e do
convívio, que acontece de maneira similar em várias partes da sociedade”,
revela Jorge.
Ouça o EP: Formas de Voar
Site Oficial: http://stoyca.com.br/
Christina Aguilera acaba de lançar sua nova faixa “Like
I Do”, parceria entre a cantora e o rapper GoldLink. Aclamado por
críticos, o single segue o lançamento de “Accelerate”, “Twice,” e “Fall In
Line”, feat. Demi Lovato.
Christina e Demi Lovato estrearam mundialmente “Fall In
Line” no Billboard Music Awards 2018. “Ambas iluminaram o palco com os vocais
mais fortes da noite”, considerou o jornal americano USA Today. A revista
Billboard chamou a apresentação de “dueto explosivo”, enquanto a Vogue afirmou
ser uma “união de potencial elevadíssimo”.
“Like I Do”, assim como as últimas canções liberadas, estão
no 6º álbum de estúdio de Christina, “Liberation”, que será lançado no dia 15
de junho pela RCA Records e já está disponível para pré-venda nas plataformas
iTunes e Amazon.
Depois de lançar 4 EP's, ter canções que não saem das
paradas de rádio, clipes com milhões de
visualizações, Kell Smith se prepara para um novo desafio: apresentar
ao público seu novo trabalho, o CD “Girassol”.
Com 14 músicas, a cantora retrata sua força, sua energia e
sua técnica num álbum maduro e harmônico, que segue uma
linha rítmica que conquista o ouvinte de uma forma, que
nem percebemos o quão embalados estamos com a história do disco.
Conversamos com Kell Smith sobre o seu novo disco
e você pode conhecer um pouco mais sobre esse novo trabalho aqui:
BANG3- Existe uma
diversidade rítmica em suas canções, ao mesmo tempo em que você é direta e
incisiva como em "Bem mais que um refrão" você é doce e romântica
como em " Nossa Conversa" , como você consegue conciliar essa
diferença sem perder sua identidade presente em todas as canções?
KELL SMITH- Existe
mesmo essa diversidade, e essa diversidade existe porque como
compositora, o meu maior objeto de inspiração, digo objeto no bom sentido e não
no literal, a minha fonte de inspiração é observar as pessoas. Então eu
componho muito sobre o outro, independente de eu ser pertencente a história que
eu estou escrevendo, como em "Bem Mais Que Um Refrão", eu sou uma
dessas mulheres, e como em "Nossa Conversa", sim eu vivo um amor como
esse, mas é sempre da observação do outro. E nós nunca somos a mesma
pessoa todos os dias, nós não estamos felizes todos os dias e nem românticos
todos os dias e nem incisivos dessa forma todos os dia, então eu acredito que
essa diversidade deva ser ao fato de eu compor sobre pessoas reais, sentimentos
reais, situações reais e o mundo real, e assim num momento você sente algo, num
outro momento você sente um outro algo.
Capa do disco
BANG3- Antes de
lançar seu primeiro disco, você conquistou a internet com alguns EP's, seriam
esses EP's uma forma de preparação do público para o grande trabalho que estava
por vim?
KELL SMITH: Sim,
até porque a minha carreira começou junto com os meus EP's, eu não sou a Kell
Smith desde sempre, eu sou porque sou a compositora de todas as músicas desde
que nasci, mas não sou a Kell Smith artista desde sempre, eu estou no mundo da
música a 4 anos, então foi uma maneira de me apresentar ao público e de
apresentar a Kell Smith a mim mesmo, para que eu pudesse me construir da melhor
forma e me reconstruir a cada EP da melhor forma, tem também a questão da
ansiedade de soltar a música, de saber o que o que o público acha e também da
ansiedade de dizer logo as mensagens, porque eu acredito que cada música que eu
tenha composto, essas músicas ela tem mensagens necessárias, então vem disso.
Não é uma estratégia nem uma preparação, é mais uma questão de auto
conhecimento, de conhecer o que o meu público pensa sobre mim e de conhecer
sobre o que eu penso sobre a minha música.
“Girassol” é a prova física de uma declaração de amor de
Kell à arte, além de uma prova de rebeldia, aquele componente que faz toda a
diferença em distinguir aqueles que no universo musical tem algo (mais) a dizer
além do marasmo morno que tende a dominar a cena.
São cinco músicas inéditas e o trabalho é completo pelas
músicas que elevaram Kell em um ano ao primeiro escalão dos artistas
brasileiros. Ao topo. E isso não é para ser levado como acaso.
BANG3-
"Girassol" conta com cinco músicas inéditas e as demais já são
conhecidas pelo seu público, como foi feita a escolha das canções que iriam
compor o disco?
KELL SMITH: É
uma loucura (risos). Eu componho se deixar todos os dias, então esse filtro é o
Rick (Rick Bonadio produtor musical) que é o mais responsável por esse filtro
do que eu com certeza. Eu vou mostrando as músicas e ele vai ficando cada vez
mais confuso, porque nós temos uma relação musical muito boa, além da nossa
amizade e a nossa relação pessoal que também é incrível. E então eu vou
mostrando as músicas e nos não eliminamos músicas, nós fizemos "Esse daqui
para o primeiro CD, as próximas para o próximo CD" e assim eu vou deixando
a situação dele cada vez mais difícil compondo cade vez mais.
BANG3- O QUE O DISCO
"GIRASSOL" REPRESENTA PARA VOCÊ?
KELL SMITH: O disco
Girassol representa para mim o respeito pela história da música. Os meus
ídolos, as minhas referências músicas compunham o álbum, como um
livro eles não davam o começo do livro e esquecia de contar o final dele. O
álbum representa a materialização de tudo aquilo que é a minha arte. Como ter
algo palpável para dizer, eu faço parte dessa história também e assim me sinto
como uma cantora de rádio não só por ter "Era Uma Vez" e "Nossa
Conversa" já terem conquistado as rádio, mas pelo compromisso com a arte
que eu tenho, não é uma maneira de entretenimento e nem um negócio simplesmente
lucrativo, é uma maneira de oferecer uma arte completa para as pessoas e
esse álbum significa isso para mim.
As melodias podem variar entre guitarra e teclado vintage, arranjos de metais, como em “Ai de Mim”, ou em baladas charmosas cheias de camadas de efeitos levadas em piano e violão, como duas outras inéditas, “Capuccino” e “Respira Amor”. Atingem também o Hip Hop puro, em métrica vocal de rap em “Marcianos”, a quinta inédita.
Como também podem ficar no pedal steel da quase ska “Diferentão”, nas igualmente levadas em violão, piano e vocal sublime “Maktub” e “Nossa Conversa”. Pode ser uma MPB pop solar na linha de “Sete Galáxias” ou uma mistura de R’n’B, Soul, Jazz, Hip Hop em “Coloridos”.
BANG3- QUAL MÚSICA VOCÊ ESTÁ MAIS ANSIOSA PARA QUE OS FÃS OUÇAM? PORQUE?
KELL SMITH: Vixe... Huuuum... Acho que todas as inéditas (risos) Mas eu quero muito que as pessoas ouçam a mensagem de "Girassol" porque eu acredito que ela fala sobre escolhas e sobre boas escolhas e nesse momento tão conturbado da nossa vida, não só brasileira, mas de como está conturbado as nossas escolhas no mundo, eu acredito que seja uma música essencial.
BANG3- MESMO SENDO
LANÇADA EM 2017 O SINGLE "ERA UMA VEZ" AINDA VEM FIGURANDO ENTRE
AS PRINCIPAIS LISTAS DE MAIS VENDIDOS E ESCUTADOS NO BRASIL? AO QUE
VOCÊ DEVE TODO ESSE SUCESSO?
KELL SMITH: Eu
acredito que "Era Uma Vez" deve este sucesso pela simplicidade e
verdade da música. Sabe? É uma música que eu faço uma conexão com qualquer
pessoa que me ouve, porque qualquer pessoa que me ouve sente a mesma coisa que
a mensagem da música diz. Então o sucesso da música eu atribuo a mensagem dela
e quão ela é comum a todos nós. Isso nos une e tudo que nos une tem uma
propagação muito grande. A música "Era Uma Vez" é uma música como
todas as outras que eu faço que carrega toda a minha verdade, então dizer a
verdade as pessoas e saber que também é a verdade da vida delas é muito
honroso, é motivo de muita gratidão, eu tenho certeza que esse fator que nos
une, dessa mensagem é o que ocasionou tudo isso que "Era Uma Vez" causou
na minha vida.
A ascensão foi quase estratosférica. “Era uma Vez” virou a
canção mais ouvida do país, “Respeita as Mina” se tornou hino, pois a mensagem
que Kell lançava não se restringia ao talento absurdo depurado em parceria com
o produtor e diretor artístico Rick Bonadio mas também nos textos que fazem
dela a maior cronista do cotidiano e de relacionamentos que temos hoje.
BANG3- EM "RESPEITA AS MINAS" E "BEM MAIS QUE
UM REFRÃO" VOCÊ RETRATA A LUTA DIÁRIA ENFRENTADA PELAS MULHERES NA NOSSA
SOCIEDADE. COMO VOCÊ VÊ A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA AO TRAZER EM DISCUSSÃO ASSUNTOS
TÃO SÉRIOS E INDISPENSÁVEIS?
KELL SMITH: Eu vejo esse assunto, como também outros
assuntos tão sérios quanto este que eu trato nas minhas músicas, inclusive uma
dessas novas. Eu vejo como assuntos necessários, essenciais, nós precisamos
conversar sobre isso. A ignorância e o desrespeito só é combatido com
conhecimento. Então eu acredito que seja extremamente necessário, nós
precisamos falar de coisas relevantes nas nossas músicas, eu digo como
compositora e como artista, nós precisamos falar de coisas relevantes. O
artista, nós precisamos falar de coisas relevantes. O artista não pode ser
imparcial com o que está acontecendo em volta e no mundo. Na realidade como
Nina Simone disse: "O artista é a representação do que acontece no seu
tempo". Então não tem como eu falar simplesmente de amor, sabendo que o
mundo está feio dessa forma.
"Girassol" recebe o selo Midas Music e foi produzido por Rick Bonadio, Fernando Prado e Renato Patriarca.
Confira outra entrevista da Kell Smith com o Bang3: Kell Smith fala sobre inspirações: 'Eu me inspiro em coisas reais, sentimentos reais'
Ouça o disco:
Drik Barbosa acaba de lançar o segundo clipe de seu EP,
"Espelho" (Laboratório Fantasma). A faixa “Inconsequente” ganhou um
vídeo leve e romântico, bem em sintonia com o clima da música. "Queria
muito ter uma canção que falasse de amor no EP e escolhi essa, que gosto muito
e já tinha composto há um tempo ", conta ela.
Dirigido por Adilson MP e Ana Carolina Basilio, o
clipe foi gravado explorando a luz natural do dia, com cores e nuances claras,
num clima feliz, e mostra Drik no papel da garota que encontra um amor depois
de ter passado por algumas decepções.
O primeiro EP de Drik Barbosa já traz toda a força do canto,
da palavra e do ritmo dessa jovem paulistana de 25 anos. Cantora, compositora e
integrante do coletivo Rimas & Melodias, ela compôs 5 músicas que expressam
bem sua personalidade, tanto que batizou o EP de "Espelho".
A sonoridade de “Espelho” transita entre rap e R&B. A direção
musical é assinada por Grou, produtor e beatmaker, que já trabalhou com
Emicida, Kamau, Criolo e Rimas & Melodias, entre outros e produziu 4 faixas
do EP. O primeiro single, "Melanina", foi produzido por
Deryck Cabrera, também beatmaker, que tem no currículo trabalhos com Criolo,
Jay Prince, Don L. e outros.
Fechando o ciclo do álbum "Birdtraps", a banda
carioca Two Places at Once tira um momento para refletir e respirar. "Breathe",
que chega como single e clipe, antecipa o clima do próximo álbum da banda,
previsto para 2019. A nova faixa foi produzida por Elton Bozza e pelos próprios
músicos, e chega aos serviços de streaming pelo selo Sagitta Records.
"Do último disco pra cá, a gente repensou toda a nossa
forma de trabalhar, tanto na criação quanto até em relação à nossa identidade
visual, e 'Breathe' marca o início desse novo momento da banda", conta o
guitarrista Rodrigo Soares.
A banda é formada, além de Rodrigo, por Victor Barbosa (bateria), Renan Rocha
(vocal e guitarra) e pelo chileno Juan Salinas (baixo). Eles se destacaram na
cena nacional com o disco de estreia e em especial com a faixa
"Gloves", que acumula centenas de milhares de reproduções nos
streamings.
Este novo single, que ganhou um clipe dirigido por Derick
Borba, pelo projeto Gravando Bandas, foi a primeira música composta pela Two
Places at Once após o álbum de estreia. A canção aborda os ciclos de
construção/destruição que a vida reserva para os relacionamentos interpessoais,
além de tocar na importância de simplesmente parar, tirar um tempo e refletir
para superar essas situações.
Parceiros nos palcos e na vida, Victoria Cosato e Gustavo Scanferia são Gus & Vic, um duo formado em 2016 após um encontro marcante em um Karaokê - parece
até cena de filme não é Gabriella Montez e Troy Bolton? (High School Musical) – a partir daí o
caminho dos dois foram marcados pela música, onde diversos estilos se misturam
para agregar esse trabalho fantástico. No último dia (06/04) o duo lançou o
primeiro disco, com 12 faixas que passeiam em gêneros marcantes formando uma
identidade particular e inerente. Embarcando nessa semana de estreia, conversamos
com o casal sobre a carreira, o álbum novo e a trajetória no mundo musical.
BANG3 - Há algum tempo
acompanhamos o trabalho de vocês nas redes sociais e nos meios de streaming,
porém o primeiro álbum do duo saiu no último dia 6, qual a importância em meio
a uma carreira já consolidada?
Gus & Vic - Savana
é o maior passo que demos em direção à consolidação de nossa carreira até hoje.
É realmente a união de tudo o que produzimos desde 2016 e é uma narrativa bem
especial que quisemos trazer para nosso público. Com início, meio e início
novamente, porque na arte nada tem fim. Buscamos, através de Savana,
estabelecer um diálogo com quem se sentir parte do nosso som.
BANG3 - Ainda sobre o novo
álbum intitulado “Savana”, podemos notar em meio as 12 faixas uma identidade
musical própria, como se deu o processo de construção do álbum, e quais foram as
influências escolhidas para trabalhar nele?
Gus & Vic - Nosso
processo de gravação e seleção das faixas houve uma impressão muito forte do
tempo e das circunstâncias em que estávamos inseridos. Acreditamos que Savana
conversa com quem éramos em 2016, quem fomos em 2017 e quem seremos em 2018. É
uma aposta no que acreditamos, com sonoridades originais e elementos coesos.
Sobre as influências do álbum, precisamos começar falando que, individualmente,
nossas referências são bem diversas e nossos repertórios musicais bastante
complementares, por serem tão diferentes. As faixas que escrevemos juntos são
uma junção de nossos universos, como We Know e Promise, por exemplo. Não
tivemos em mente artistas específicos ao longo da produção, mas sem dúvidas
tudo que gostamos se faz presente em nós. De Black Keys a Michael Jackson e
Hyatus Coyote, todos estavam presentes conosco.
BANG3 - Fugindo um pouco do
meio musical, gostaríamos de saber (acho que muito dos fãs e leitores) como é
unir carreira profissional e amorosa?
Gus & Vic - É um
compromisso de 24h por dia. Somos casados e moramos na mesma casa. Durante a
semana trabalhamos de casa e nossos fins de semana são tocando pela cidade,
também juntos. Até nosso cachorro-filho, o Jorge, entra na dança, indo a shows
abertos e participando de nossos clipes. Por vezes nosso cotidiano é realmente
um pouco monotemático como no momento atual, em que acabamos de lançar Savana e
todos os nossos esforços estão sendo direcionados à preparação do show de
lançamento e divulgação do disco. Mas, no grande quadro, é uma honra poder
dividir a vida e o sonho com quem amamos.
BANG3 - O single “Noite”
chegou em março e já veio com um clipe belíssimo e intimista, vocês pensam em
seguir nessa linha audiovisual com outras faixas do disco?
Gus & Vic - Sem
dúvidas. Desde o início de nosso trabalho musical, o vídeo veio de mãos dadas
com nossas músicas. Estamos em fase de produção do clipe para Follow The Sky.
Novidades em breve!
BANG3 - Quem conhece a
identidade de vocês sabe da grande abrangência musical na qual caminham, dês do
indie ao pop, passando também por influências do rock e do blues, como se dá o
processo de união de gêneros tão marcantes e únicos?
Gus & Vic - Somos
plurais e gostamos de todo tipo de música. É natural para nós desenvolver nossa
carreira sem amarras. A única amarra possível é criar, através de nós mesmos.
Tudo começa quando "ouvimos" o que a composição quer pra ela. Acima
de qualquer vontade nossa ou outro fator externo. Imaginamos que cada
composição já existe em seu próprio ambiente, seja ele uma bela paisagem, uma
usina abandonada, o mar, nossa casa, uma festa… Ter isso em mente nos ajuda a
desenvolver os arranjos e estilos de cada faixa.
Para mais informações sobre o duo acesse suas redes sociais:
A cantora e compositora Normani acaba de assinar
com a Keep Cool/RCA Records. A cantora é primeira artista a integrar
o cast da nova divisão da RCA Records, comandada por Tunji Balogun –
responsável pelo gerenciamento artístico do álbum de estreia de Normani. No
último mês, a premiada cantora que se destacou como parte do mundialmente
renomado grupo feminino Fifth Harmony, lançou um dueto com o cantor Khalid,
intitulado “Love Lies”. Sonoramente e estilisticamente, a música dialoga com o
estilo pessoal de fazer música de Normani.
“Love Lies” teve uma estreia explosiva, estreando na 43ª
posição da Billboard Hot 100 e acumulando, até a data, mais de 155 milhões
streamings em todo o mundo desde seu lançamento em 14 de fevereiro. A faixa,
que acabou de ganhar certificação de Ouro nos Estados Unidos, recebeu boas
críticas, como a da Billboard, que falou dos “vocais suaves” de Normani e a
MTV, que a chamou a música de “um verdadeiro encontro feito no paraíso
musical”.
Foto:Brendan Forbes
Tunji Balogun comenta: “Normani é dinâmica, uma jovem
multitalentosa com energia vibrante e um espírito poderoso. Nós estamos
extremamente empolgados com sua entrada na família RCA e estou honrado em
anunciar que ela é a primeira artista a assinar com a Keep Cool. Estamos todos
ansiosos para ver Normani prosperar e florescer enquanto criamos músicas
incríveis e momentos inesquecíveis juntos”.
Normani diz: “Sou muito grata por poder estar em um lugar
onde eu possa me explorar como artista e do que eu sou capaz. Nunca, nem em mil
anos, pensei que poderia estar nessa posição em 2018. Todos tem sido muito
solidários e pacientes, muito obrigada aos meus fãs por me darem essa oportunidade”.
Peter Edge (Chairman & CEO, RCA Records) comenta: “Nós
estamos muito felizes em receber Normani como a primeira artista a entrar no
selo Keep Cool/RCA Records. O talento e carisma de Normani realmente a
diferenciam como uma protagonista da indústria e eu sei que ela trará a mesma
energia e ainda mais para sua carreira solo”.
O cantor e compositor Jonavo, vem se destacando no cenário
cultural paulistano, através do seu envolvimento com o folk.
Idealizador do festival "Folk+ Brasil", o cantor acaba
de lançar seu segundo álbum de estúdio, produzido pelo baterista e produtor
Wlajones Carvalho no Estúdio Pacote, o disco conta com dez canções.
'Casulo" é um disco que conta a história de Jonavo, sobre sua vinda para São Paulo e sua relação com a música, um disco gostoso de ouvir, reflexivo e inspirador.
Jonavo conversou com o Bang3 e contou um pouco sobre sua experiência na música, os desafios e conquistas, além de falar sobre o novo trabalho. Confira:
Foto: Silvia Sanchez
Bang3-Sua mudança para São Paulo foi muito importante para
seu crescimento musical. Como isso pode ser percebido no disco?
Jonavo- Acho que apesar das canções desse álbum
serem pra frente e solares há uma porção de cicatrizes aparentes e escondidas
entre essas faixas. Talvez a dificuldade que eu encontrei e a garra que eu tive
me fizeram amadurecer e encontrar ainda mais a minha identidade. Acho que isso
é visível no álbum. Bang3- Como idealizador do festival " Folk +
Brasil" como você define o cenário folk nacional?
Jonavo- Trata-se de um reconhecimento dessa palavra,
uma apropriação que a galera ta enxergando agora, mas que sempre esteve por
aqui. Hoje existe uma tendencia desse estilo de musica mais minimalista, então
tem muita gente boa surgindo. O que é ótimo! Bang3-O disco " Casulo" conta com a participação
de Renato Teixeira, Corcel, Lauro Pirata e Maria Eugênia, qual a importância
dessas parcerias para a construção do disco?
Jonavo-Acho que simbolizam fases importantes que passei aqui
e que me fizeram caminhar. Uma andorinha só não faz verão, então me juntei a
muita gente aqui em são Paulo pra fazer as coisas acontecerem . Essas
participações representam tudo isso.
Foto: Silvia Sanchez
Bang3- Qual
sua música favorita do disco?
Jonavo-CASULO Bang3- Qual
a importância do "Folk na Kombi" para o álbum "
Casulo"?
Jonavo- Somos
uma familia. Quando o irmão vai trabalhar fora todos torcem por ele, então o
FNK é uma casa de mãe. Estamos sempre procurando nos ajudar, nossos fãs nos
apoiam também nos projetos solo... O FNK me deu muita coisa boa e sou muito
feliz com esse projeto e com todos os amigos envolvidos. Bang3- "Casulo"
é um disco íntimo e bem produzido, onde conta um pouco sobre sua história, o
que mais te inspira na hora de compor?
Jonavo-Eu tenho
algumas maneiras de escrever não tão convencionais. Nunca busco uma canção. Eu
arrumo a minha vida, me encanto e elas pousam em mim. As vezes numa viagem de
ônibus, ou andando na rua, ou deitado na cama. Mas tudo tem que ser verdadeiro.
Gosto das canções que despertam sensações. Aromas, tatos, libido... não tem
limite!
Bang3- Como
foi a experiência de tocar no Rock In Rio 2017?
Jonavo- Foi
uma experiência louca. Pra ser sincero gostei mais da viagem de motorhome e do
reallity-show que a sky preparou pra gente. Os encontros, as pessoas
envolvidas... Eu toquei olhando o palco mundo e a Ivete tava lá abrindo o Rock
In Rio. Eu pensei "Eu quero aquele"... acho que os grandes palcos me
pertencem, mas eles ainda não sabem. Rs Bang3- Quais
os próximos passos?! Já existem shows ou alguma turnê prevista?
Jonavo-Minha turnê está sendo
desenhada e realizada de forma mochileira. Se der eu vou com a minha banda e a
minha equipe, mas se não der eu também vou com o violão nas costas, de busão,
de carona... O intuito é levar pra mais gente, frequentar novos corações.
Ouça "Casulo":
Com mais de 10 anos de estrada, a banda carioca Playmobille
se reinventa em “Par de Remos”, seu novo single. A canção, primeiro lançamento
do novo EP do grupo, fala sobre as dificuldades, alegrias e tristezas de um
relacionamento à distância. A faixa é um lançamento do selo Montanha.
“A canção conta a história de um amor separado pelo oceano.
Fala sobre passagem do tempo, saudade, distância, novos rumos e como as coisas
conspiram a favor”, conta Kadu Maris, guitarrista da banda e co-autor da música
com Fred Sommer.
capa do single
Além de Kadu, a banda é formada por Gugu Peixoto (vocal e
guitarra), Bruno Dantas (bateria) e Daniel Rodrigues (baixo). Após uma mudança
na formação, o grupo está se redescobrindo e a escolha pela balada carinhosa
“Par de Remos” foi natural para demonstrar esse novo momento. A faixa conta com
a participação especial do violoncelista italiano Federico Puppi.
Foto: Marcio Nunes
“Estamos em uma nova fase, buscando referências e timbres
atuais. E a energia de ‘Par de Remos’ encaixou pra que ela fosse nossa primeira
música nesse retorno ao estúdio, pra gravar o novo trabalho com novas
composições”, conta Kadu.
Arctic Monkeys retorna com o sexto disco de estúdio,
intitulado “Tranquility Base Hotel & Casino”, no dia 11 de maio de 2018,
sexta-feira. Produzido por James Ford e Alex Turner, o álbum foi gravado em Los
Angeles, Paris e Londres.
O primeiro lançamento desde “AM” (2013) enfatiza a
busca da banda por novos terrenos musicais em cada álbum. “Tranquility Base
Hotel & Casino” torna a aposta grande; é um corajoso e brilhante disco que
reflete e compreende melhor do que nunca a visão criativa de Turner.
O LP vem em uma capa gatefold, com as letras e uma
sessão de fotos e um vinil prateado. A venda será feita exclusivamente na AM
Store (https://arcticmonkeys.dominomart.com/). O lançamento também
estará disponível em CD (no Brasil, o CD será lançado pela Deck), vinil comum e
nas plataformas digitais. O disco está disponível para pré-venda e para ser
pré-salvoaqui:http://smarturl.it/TBHCOrder
O duo Feito Café foi formado em Angra dos Reis, cidade
fluminense conhecida por suas belezas naturais. Talvez esse ambiente tenha
influenciado a serenidade das canções e impulsionado o lançamento do EP.
Foi durante uma viagem a Barbacena que o filho primogênito
do Feito Café nasceu. O EP, batizado com o nome da cidade mineira, traz em sua
fórmula uma variedade de situações tendo como ponto de partida os
relacionamentos e continuando por outros temas sentimentais. São letras que,
através de histórias de amor aparentemente pueris, oferecem um fio condutor
para outros sentimentos e sensações, com o objetivo de entender - e receber -
melhor as desventuras do cotidiano. O duo formado por Lê Pacheco (voz) e Hugo
Oliveira (violão) mistura influências indie, pop e folk em canções que
conquistam fácil, tal como as doçuras de Minas ou o primeiro amor.
“Acredito que existe algo que conecta a maior parte das
músicas. Talvez um sentimento, um clima agridoce, algo parecido, que dá liga a
esse trabalho. Foi muito normal que, ao termos todos esses ingredientes nas
mãos, o próximo passo fosse reunir essas faixas numa mesma embalagem”, explica
Hugo.
CAPA DO EP
ARTE: VICTOR REIS
“Barbacena”, faixa-a-faixa
Por Hugo Oliveira
Seu e sim - A primeira faixa do EP foi também uma das
primeiras a ser esboçada. Diferente das outras canções do trabalho, ela é
cantada da perspectiva masculina, de alguém que vem passando por uma série de
problemas e, de repente, encontra um fiapo de luz em meio ao caos da vida cotidiana...
Por meio do amor. Tenho muita vontade de tentar inserir um trecho de
"Harvest Moon", do Neil Young, em alguma parte dela, quando a gente
for apresentá-la ao vivo.
Erro, não nego; acerto quando puder - Por enquanto, uma das
canções que mais me orgulho de ter escrito. É uma música que defende a ideia de
que sempre vamos nos sentir culpados diante de decisões importantes que
tomaremos ao longo da vida. Fui chutado por alguém? Sinto-me culpado. Chutei
alguém? Igualmente culpado. Feliz? Triste? Indeciso? Correto? Sempre culpado. A
música completinha, com letra e tudo, já era ensaiada por mim e pela Letícia em
2014... Mas aí o pessoal do O Terno foi mais ligeiro e lançou uma puta música
com uma temática parecida, ano passado. Eu e Lê vamos levar um cartaz ao
Lollapalooza, no sábado, com os dizeres "'Culpa' dá música de sucesso... A
gente já sabia!'", para levantar na hora do show dos caras, que nós
estamos doidos para ver. Vale citar mais alguma coisa? Ok, vamos lá: queria que
o refrão dela lembrasse algo do Belle & Sebastian... Mas querer não é
poder, correto? Sigamos sem culpa. Ou com. Sei lá.
Boa viagem - Essa canção não foi criada numa viagem ou
dentro de um ônibus. Eu estava sozinho no meu quarto, brincando com o violão,
quando o refrão dela simplesmente apareceu. Foi uma alegria muito grande, por
conta de ter soado para mim como Jovem Guarda, Beatles do começo, "Anna
Júlia", The Wonders e Frank Jorge; por outro lado, forneceu um pouco de
preocupação, porque não se parecia com nenhuma das músicas que eu estava
compondo na época. Deixamos as preocupações bobas de lado e inserimos a faixa
no nosso repertório. Mais do que isso: é o carro chefe do nosso EP, tendo
merecido um clipe lindão por meio dos nossos queridos amigos da Alima
Produtora. Sabe aquele cara do vídeo num visual mod estiloso, metade Roy
Orbison, metade Elvis Costello? É este mesmo que vos escreve! A letra parte de
uma premissa simples e certeira: alguém que está abrindo mão de um amor por
conta de um sonho que a outra pessoa tem... E que não inclui acompanhante. É
triste, confesso. Mas a tristeza é pop.
Segredo pra quem? - Tive o mesmo pensamento que muitos
tiveram quando escutaram "Faroeste Caboclo", da Legião Urbana.
"Uau! Que fantástico: o cara criou um conto dentro de uma música, uma
historinha com começo, meio e fim!". Daí, o próprio Renato Russo,
vocalista da banda, disse em entrevistas que uma das influências para a faixa
foi a música "Hurricane", de Bob Dylan. Fui eu correr atrás do Dylan
e do disco Desire, que continha a música. Assombro total. De lá para cá, entre
uma banda e outra, fui sempre tentando criar algo que lembrasse uma dessas
narrativas longas que muita gente do folk costuma defender. "Segredo pra
quem?" conta a história do primeiro amor de um casal de pré-adolescentes,
pela perspectiva da menina. É ambientada nos anos 80 e tem muitas referências
da época. Utilizei muito do que eu vi e ouvi no Colégio Estadual Nazira
Salomão, em Angra dos Reis, na canção. Estudos Sociais, Atari, papel de carta,
Luan & Vanessa, caderninho de perguntas, Roque Santeiro... Está tudo lá. E
tem um final bem surpreendente também.