Após alguns fracassos contínuos nos cinemas mundiais os estúdios Paramount apostaram alto no longa Aniquilação, lançado esse ano nos cinemas dos EUA, Canadá e China. Dirigido por Alex Garland (Ex Machina: Instinto Artificial) e protagonizado por Natalie Portman (Cisne Negro) a ficção científica com toques de suspense não decolou e arrecadou "apenas" 11 milhões de dólares em sua estreia (sendo que custou 40 milhões). Cientes do fracasso, os estúdios venderam os direitos internacionais de Aniquilação para a Netflix que logo colocou em seu catálogo e deixou o filme acessível para seu público.
O longa gira em torno da personagem Lena (Natalie Portman) que é uma ex-soldada e bióloga que se vê em uma missão com mais quatro mulheres especialistas em diversas áreas. Todas vão explorar a área X, um lugar isolado onde nada consegue ser explicado de maneira esclarecedora e onde as coisas estão tomando proporções assustadoras em muito pouco tempo. Elas precisam descobrir o que está acontecendo e conseguir sobreviver em uma natureza selvagem.
Logo após assistirmos o longa dá pra se notar alguns erros cometidos e o motivo de um não sucesso à nível comercial: é um filme denso. São quase duas horas de questionamentos, hipóteses, viagens alucinógenas e muitos conceitos. Não conseguiria atingir o grande público do cinema acostumado a receber filmes menos densos e mais explicativos, apesar da sinopse atrair muitos curiosos.
O roteiro também feito pelo diretor Alex Garland contém inspirações em diversos filmes, em alguns momentos parece um capítulo perdido de Alien, e em outros momentos uma continuação de A chegada, mas cada vez que passa perto dessas referências ele consegue retornar e transformar o filmes no mais original possível dentro de uma premissa Sci-Fi.
Apesar de não ser explorado, o filme investe no girl power, com uma equipe de 5 protagonistas.
Os 15 minutos finais do filme valem por todo o tempo anterior e como todo final marcante vão ter seguidores divididos entre gostar ou não gostar, o intuito dele porém, é o debate. Trazer à tona questões tão primitivas como as relações biológicas do ser humano para com a natureza e com ele próprio.
E após a a experiência que é assistir e participar da premissa de Aniquilação, somente uma frase me vêm a cabeça, como disse Lavoisier:"Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".